Gestão do Treinamento para a Rede de Concessionários

Marcelo Lopes, apresentou o cenário inicial da Man Caminhões, que resume a grande maioria dos casos onde ainda não há uma plataforma LMS:

  • Falta de um sistema de monitoramento de matrículas ou do público treinado;
  • Falta de uma Plataforma de Gestão;
  • Inexistência de indicadores;
  • Modalidade presencial tímida para atender a demanda;
  • Modalidade não presencial não importava no momento – quebra de paradigmas;
  • Local para hospedar conteúdo técnico para consulta posterior (Biblioteca/ Videoteca).

O desafio era aumentar a oferta para capacitação dos cargos operacionais das concessionárias MAN Latin América – Nacional e lidar com um orçamento reduzido.

O primeiro passo foi buscar uma plataforma LMS que fosse aderente à forma de trabalho da Man (Konviva). Depois foi feito um levantamento na rede sobre cargos passíveis de treinamento. Na sequência foram criadas as Trilhas de Capacitação para cada cargo.

 

Neste processo foi importante a criação da Trilha de Ambientação, que reuniu temas básicos que todos os funcionários devem conhecer antes de realizar sua trilha específica do cargo:

  • Programa Básico de Vendas – O negócio concessionária;
  • Informações comerciais básicas sobre os Novos Lançamentos

Por fim foram definidos os indicadores de treinamento, desde a visão do aluno até o nível nacional

(*) Dados fictícios

Passada a 1ª fase de estruturação e implantação, o novo desafio foi fazer com que as premissas do treinamento fossem aplicadas e mantidas na Concessionária. Aqui vêm dicas valiosas de como “fazer acontecer”. Confira!

1º Passo:  Identificar um funcionário na concessionária para monitorar as ações de treinamento.

  • Que seja um funcionário de retaguarda e não de linha de frente;
  • Que possua livre acesso entre as áreas operacionais e alta direção;
    • Recursos humanos – acesso a movimentação de pessoas;
    • Gestão da Qualidade – atenção aos detalhes / planejamento;
    • Escritório da Oficina – maior foco do treinamento.

2º Passo:  Reconhecer a importância dessa nova atribuição:

  • Foi atribuído um nome para essa nova função;

ATC – Administrador de Treinamentos na Concessionária

  • Nomeação formal pelo titular da concessionária;
  • Passível de auditoria pelo do Sistema da Qualidade;
  • Conceito divulgado aos consultores regionais VW/MAN.

3º Passo:  Sensibilizar e treinar o ATC

Treinamento presencial no Centro de Treinamento VW/MAN;

  • Explicitar o papel do ATC na concessionária;
  • Reconhecer a importância desse trabalho no processo de capacitação de mão de obra;
  • Navegabilidade pelas interfaces da plataforma de treinamento – Perfil ATC;
  • Lição de casa – Cadastrar os usuários no banco de dados na plataforma.

O “pulo do gato” no processo da Man foi encontrar um dono para o processo, reconhecido e nomeado para a função de monitoramento do treinamento. Do ponto de vista de governança, a figura do ATC foi solução preciosa, que pode ser aplicada no varejo, franquias e grupos com dispersão geográfica.

A evolução tecnológica rápida e constante no setor automotivo exige busca e pesquisa por outros meios para transmissão de conteúdo, como realidade aumentada, realidade virtual, rapid learning entre outros.

Gamificação como estratégia de engajamento

Em  8 de novembro, a Clarity Solutions e a Ilog promoveram o evento E-learning Day 2018. Confira o resumo das palestras do evento!

Adriana Carvalho, Gerente de Treinamento do Grupo Flytour empolgou a plateia com o tema.

Provocando a plateia com um divertido jogo de personalidade, Adriana diz que as empresas precisam abrir a mente para novas formas de aprender. No caso da gamificação, as pessoas gostam de brincar, competir e esperar por resultados. Com uma estratégia abrangente que inclui jogos, atividades, ações de endomarketing e atividades “analógicas,  a Flytour deseja fortalecer os pilares da cultura do Grupo.  “Para receber um Fly (moeda virtual), significa que o colaborador está investindo nas ações da empresa. São os “Flynáticos. O programa traz velocidade pois as pessoas estão estimuladas a fazer atividades, ganhar Flys e troca-los por prêmios”, diz Adriana.

Adriana também chama a atenção de que ainda há oportunidades de melhorar o desafio junto as lideranças. Ainda há quem pense que “ver um videozinho” ou “jogar um joguinho” não são atividades de aprendizagem. Para isto foi criada uma estação de computadores fora do posto de trabalho para não inibir a participação.  Vale a dica!