Jogos de aprendizagem on-line

Guilherme Oliveira, Coordenador de Projetos Educacionais da Clarity explicou a diferença entre gamificação e jogos de aprendizagem. Os conceitos nem sempre são bem compreendidos e a confusão entre os termos é frequente.

Jogos de aprendizagem on-line é um método de transferência de conhecimento que utiliza uma abordagem lúdica por meio de tecnologia, envolvendo algum tipo de competição e um mecanismo de recompensa que funciona essencialmente como uma forma de avaliação. Jogos de aprendizagem on-line são diferentes de gamificação. Cursos atrelados a mecanismos de gamificação não são jogos de aprendizagem.

O mercado de jogos de aprendizagem on-line está em franco crescimento e é uma das grandes tendências para a educação corporativa.

Renato explorou algumas das melhores práticas para que um projeto de jogo de aprendizagem seja bem-sucedido, ou seja, promova engajamento e aprendizagem:

  • PROPÓSITO E RELEVÂNCIA: questione e busque o verdadeiro significado para a existência do jogo de aprendizagem, o seu real propósito. Quais objetivos o justificam? Qual é a conexão entre o conteúdo base do jogo e o público-alvo? Isso é importante para validar se o projeto deve existir nesse formato ou não.
  • ESTRATÉGIA E FORMATO: como fazer? Dentro de casa ou contando com um parceiro especializado? É importante definir qual tecnologia e formato podem funcionar melhor, pensando sempre na experiência do usuário final.
  • INTERATIVIDADE: não existe jogo sem interatividade. É importante agregar um nível adequado de interações tendo cuidado com a relevância das mesmas visando equilíbrio.
  • VARIEDADE DE DESAFIOS: utilize desafios diferentes, surpreenda para evitar a repetição de formato.
  • DESAFIOS ADEQUADOS: é fundamental dosar o grau de dificuldade do jogo, nem muito fácil (chato) nem muito difícil (desmotivador). Crescimento gradativo das dificuldades. Isso garante o fluxo de interesse com uma percepção de evolução.
  • REGRAS CLARAS E FEEDBACK: explique as regras do jogo desde o início. Defina regras claras (a complexidade das regras pode ser um fator inibidor). Garanta um feedback contínuo (em um jogo o feedback constante é fundamental para ensinar e motivar).
  • EXPERIÊNCIA ÚNICA: essa talvez seja a prática mais desafiadora por envolver normalmente maior complexidade. O que pode ser feito para que o participante tenha a percepção de uma experiência única, reflexo de suas escolhas, preferências, etc.? Um jogo com um cenário aberto (exploração), a possibilidade de configurar visualmente um personagem (avatar), um jogo baseado em árvore de decisão, são exemplos de estratégias educacionais que podem promover uma experiência única.
  • TESTE O JOGO: experimente o jogo na prática. Viva a experiência que o seu público terá. Avalie se a narrativa é consistente, se o grau de dificuldade está adequado, a linguagem, etc. E faça os ajustes necessários. Se possível depois faça pesquisas para obter o feedback dos participantes.

Elementos lúdicos devem ser aplicados de acordo com o contexto do game. Por exemplo, o uso do elemento tempo associa a percepção de pressão o que nos remete a casos de atendimento, call center, vendas, em que a agilidade é importante. A organização em fases ou missões graduais dão uma percepção de progresso, de evolução, que é um fator motivacional.

Além disso é muito interessante combinar os diferentes elementos lúdicos, por exemplo: um bônus por desempenho que dobra os pontos obtidos e uma missão; uma insígnia única dada somente para quem consegue concluir um desafio em um tempo máximo limite.

Por fim, Renato apresentou um gráfico muito interessante, que mostra o grau de sofisticação e características por tipo de jogos.

Desde um quizz até um jogo em realidade virtual são muitas as opções a serem exploradas para o uso de jogos de aprendizagem on-line na educação corporativa, promovendo um aprendizado mais leve, empolgante e atraente.

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